1º O homem vítima do crime;
Um homem comum caminhava de Jerusalém a Jericó, quando inesperadamente foi surpreendido por assaltantes, os quais o roubaram e o espancaram deixando-o na estrada praticamente morto. Este homem viveu uma situação que pode ser comparada com a que muitos vivem quando são vítimas do sofrimento e da angústia, que surgem para desafiar o nosso equilíbrio espiritual e psicológico, em que é vital a ajuda de um irmão ou um amigo mais próximo para nos livrarmos de tão difícil condição. E nos momentos como estes, é necessário praticarmos aquilo que Cristo nos aconselhou: “Amai uns aos outros” João 15:17.
2º Os ladrões;
Há pessoas más em nosso meio social, que violam os outros tentando destruir a integridade causando destruições e debilitações, os chamados ladrões da nossa honra, que com suas estratégias corruptas ferem o caráter e adoecem a personalidade. É óbvia também, a existência do ladrão, opositor ou adversário espiritual, Satanás; “O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir” João 10:10. Apesar de existir os ladrões, que desejam a nossa morte espiritual e emocional, Jesus que é a essência principal do nosso viver, disse: “eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância” João 10:10. Tome cuidado e preserve a atenção! Não de autonomia para o mal roubar a sua fé e a essência da sua felicidade, o amor.
3º Os fanáticos religiosos;
Os sacerdotes eram ministros religiosos, habilitados para administrar ou participar em cerimônias de culto, e certamente atribuíam a si qualidades excepcionais e se julgavam zelosos cumpridores da lei e dos preceitos religiosos. O sacerdote citado pelo Senhor, no entanto, quando viu o homem caído ao chão ficou em distância enorme, assim também sucedeu com o levita que se considerava santo e leal aos princípios divinos. O ponto exclusivo da parábola consiste em fazer evidenciar aos nossos olhos que, o indivíduo que se intitula religioso e se julga virtuoso aos olhos de Deus, nem sempre é o verdadeiro expoente de virtudes que julga possuir. Ensina aos outros como fazer caridade, mas ele nem de longe quer praticá-la, e muitas vezes condena o que o próximo está padecendo. Não é certo condenar o que não entendemos “Não condene e não será condenado” Lucas 6:37. Quem sabe já vivenciou semelhante situação em que julga o teu irmão fracassado, sendo que você mesmo está completamente pior, por isso Cristo nos ensina “Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão” Mt 7:5.
4º O homem que ama;
Os samaritanos eram dissidentes do sistema religioso implantado na Judéia, eram os protestantes da época, e eram condenados pelos judeus ortodoxos como apóstatas e hereges, contudo, Jesus deu um exemplo de um bom samaritano que com grande compaixão observou os olhos cansados e oprimidos do homem vítima do assalto, e o ajudou com amor. O moribundo estava com uma sensação psicológica, de insegurança e dor na alma, caracterizada como angústia, mas no momento em que o samaritano movido pelo amor genuinamente divino lhe estendeu as mãos, a tristeza foi embora e um vínculo de amizade foi criado entre os dois, cumprindo as palavras do rei Salomão “Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão” Provérbios 17:17. Devemos seguir essa lição de vida, e na hora do sofrimento ainda ser irmãos, pois há os pseudo-amigos que aproveitam apenas os momentos de conforto e bem-estar do nosso lado. Nessa mensagem, o Senhor pergunta: que tipo de amigo és tu?
É fácil criticar, caluniar e difamar o próximo nos momentos pessoais de fraqueza, mas até a lei dos homens condena essas ações, definindo como “crimes contra a honra” no Código Penal brasileiro no artigo 140.
Nós nos chamamos de irmãos, pois existe uma harmonia de paz e amor que compõe a irmandade de Deus aqui no mundo, por isso faça a diferença: feche os olhos para o ódio e abre-os para o amor.
Ministração na Manhã com Deus da ADNA, Centro.
em Tangará da Serra – MT, 15 de Março de 2008.
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